segunda-feira, julho 17, 2006


Memórias de uma triste indie puta (ou seria uma puta indie?)
Acorda as seis, claro que da noite, portanto seis p.m., assim como tem visto em boa parte dos ultimos três meses. "Acorda" não seria a melhor palavra, "acordada" sim, por alguém a procura de serviços, cliente bem tratado sempre ao estabelecimento retorna. Encarna o personagem, para cada um, uma, uma puta que encarna as chamadas musas da música (e também do cinema,porém não muito), ou nem tanto assim, certa vez um cliente confessou ser fã de Patti Smith, queria fidelidade máxima, cabelos onde bem devia existir e afins...uma bela quantia e ela atuou como nunca, diria até que, somente pela caracterização em si,ela já mereceria um prêmio,ou quem sabe um extra.Voltando ao cliente despertador, ele dessa vez pede a sua opinião, o que ela acharia melhor para ocasião, ela ainda sonolenta chutou, por puro cinismo um "Avril Lavigne". Não deveria ter feito isso, do outro lado da linha o ser emputeceu de vez, esbravejou palavras dignas para serem referidas a um Ex dos mais putos possíveis. Afasta o telefone do ouvido, passa a mão próximo ao chão em busca de um resto de coca nada gelada, numa daquelas garrafas comemorativas que empacaram nas prateleiras ,volta a ouvi lo enquanto bebe ,o que no momento poderia ser chamado de xarope, então ela sugere algo contemporâneo, porém de valor, algo que aquele pequeno ser gostaria, algo que o Sr. Lúcio "hype" Ribeiro aprovaria... Karen O. Rapidamente, o ser antes emputecido, demonstra uma felicidade hormonal encenada estranhamente através de gritinhos..."Já viu o novo single, Gold Lion?", responde que sim obviamente, quem não viu?. O ser do outro lado da linha diz querer consumir o produto assim como neste clipe, figurino e fogo(!). Marcam o horário, preço e papeis, afinal, o ser demonstra preferência por uma Karen O. digamos que menos menininha...Tenta voltar a dormir, mas já perdera o sono por completo, PC ligado em um p2p qualquer, liga o monitor, checa, e abre a mais nova aquisição mptristica de seu acervo,The Dresden Dolls,os dois discos de uma só vez (dica de uma amiga, muito próxima amiga ,capítulo a parte), e começa a se preparar para o próximo show (passos,trejeitos,biquinhos e figurino),hoje ela juntará o rentável ao agradável e cantará Heart of Glass algumas dezenas de vezes.

domingo, julho 16, 2006

- O risco passou.
- Que risco?
- De me apaixonar por você.
- Como assim ?
- Já estou...
Ela o beija, vira-se de volta, puxa o braço dele e aperta a sua mão.
Faça como queira...

sexta-feira, julho 14, 2006

Enquanto isso em um lugar muito,mas muito distante daqui...

Lotações continuam a rodar e lucrar(e lucrar,e lucrar,e lucrar,e isso não é eco).Ingenuidade da mídia ou hipocresia em não tecer relações claras e diretas?

Comentários alheios sobre porque emissoras de T.v não sofrem ataques,sempre me fazem rir,e muito.Vitrines em polegadas alimentam egos,porque destrui los?

Hoje a bruxa do espelho tomou outras formas,com direito a cenários,plasmas,links ao vivo (pleonasmo),primeiras páginas e matérias de capa,e em certos veículos,até mesmo trilhas indies acompanham os fatos(!)

Coincidências a parte,ano eleitoral e fim da copa do mundo de futebol masculino (ou você já viu a feminina?).

De qualquer maneira volto a dizer:

OPORTUNISMO SUBVERS
IVO

quarta-feira, julho 12, 2006

Quando se acorda e junto com ela a sede também desperta,e de maneira suicida sai em busca do que não sabe ser,você cai,pensa estar errado,desperdiçando o que não existe,um perfeito tolo por ouvir e dar atenção a algo que pode leva lo ao sono profundo novamente e nem mesmo matar sua sede,nem mesmo suprir um por cento disso tudo,de que pode voltar frustado e ainda menos sem razão do que o habitual,quando parece estar sendo guiado por um aguçado faro,instinto,cada vez mais forte,minuto por minuto,quando seu velho anseio torna a ser alimentado,você a encontra,em meio a um oasis de concreto,sequer cogita qualquer possibilidade de simulacro,incrivelmente possue uma certeza,ali,tão proximo como jamais esteve,não é o medo habitual,anelo,por encontra la,sua fonte.


Por Anderson

segunda-feira, julho 10, 2006


Ela estava toda empolgada novamente. Isso sempre acontece. Crises, alegrias, dramas, tudo intercalado. Chegou cedo, com um sorriso no rosto, contando da nova aquisição em sua cama. Falava assim, naturalmente, dos detalhes mais sórdidos da noite anterior. E eu, que sempre pedia para que não me contasse nada, não era atendido. Ela acha que é charme que faço, mas não, não quero saber de nada. Dói. Não que isso faça alguma diferença. Nunca fez. Desde antes é assim. Com cara de criança ela me conta suas peripécias e eu escuto, mudo. Não que eu a ame. Não amo. Nem ela. Nem outra. Ou outro. Ela não foi feita para ser amada, segundo o que ela me diz. E não acredita ser capaz de amar. Devoradora de cabeças, como tantas outras por aí. Usa, abusa e vai embora. Ela é boa nisso, muito boa. Ela fala que nunca amou ninguém e que já teve quem achasse que a amava, mas era mentira, amavam uma parte dela, não ela toda. Ela diz que só eu a conheço. Mentira também, duvido que a conheça. Diz também que sabe que um dia irá se apaixonar perdida e amargamente. E que sofrerá. Quase como se acreditasse em justiça. E que quando esse dia chegar, não quer sofrer calada. Gritará sua dor aos quatro ventos, apenas para saber do que falam os amantes. E ela fala isso tão naturalmente, que duvido que um dia aconteça. E se acontecer, acho que ela que provocará isso. Como sempre provoca. Quando menina, era respeitada por todos, nunca ninguém se atrevia a brigar com ela. E ela odiava isso. Queria que alguém a enfrentasse. Era pequena, mas queria arrumar confusão para provar que merecia tal respeito. Um dia, um sujeito mais velho se engraçou para cima de uma amiga, e ela logo foi para perto. Berrou, esperneou, chamou o coitado dos piores nomes. Ele era enorme e partiu para a briga, como ela queria. Ela estava perdendo, mas girou a cabeça e grudou os dentes no braço do menino. Ele urrava e ela lá, grudada. O pátio estava cheio, uns apoiando-a e outros do lado do garoto. Ela só largou quando a diretora a puxou pelos cabelos. O menino chorava, olhando para o braço que sangrava. Nunca ninguém mais se pôs em seu caminho. E desde então sempre tem sido assim, conquistando respeito, medo e admiração. Provocando respeito, medo e admiração. Eu estava naquele dia. Muitos amigos foram e vieram, porém eu continuei. Como um amigo imaginário, aquele que não ocupa muito espaço. Não digo que ela não me dê valor, seria injusto. Sou um amigo passivo. Que mesmo brigando e discordando, sempre estou com ela, por mais errada que esteja. E ela é tão linda quando dorme, se parece com os anjos que povoavam meus sonhos quando criança. Ou os anjos eram ela, não sei. Ela é meu karma, ela me diz. E eu acredito. Ela me faz mal e ao me fazer mal, me faz um bem danado. Por isso já tentei me afastar. Mas ela é meu vício, eu digo. Ela fala que eu sou o lado bom dela e que se uma dia eu me for, ela será para sempre malvada e pedirá o coração da Branca de Neve numa caixa. Eu digo que sempre preferi a madrasta, ela é muito mais bela que a Branca de Neve. E ela sorri. Um sorriso doce. Que não parece ser dela. Que deve ser de uma faceta muito bem escondida. De um lado frágil, quase inexistente.
(Texto muito, muito antigo)

sábado, julho 08, 2006


Eu me perderei nos jardins
Em noites escuras e frias
Andarei por labirintos estranhos
Eu verei rostos em plantas
Estarei com os pés doloridos
E verei nas noites de setembro
A tristeza andando de capuz
E sussurrando palavras
Ela ira acariciar meu rosto frio
E abraçara meu corpo cansado
Eu chorarei por estar perdida
E durante as noites de desespero
Ouvirei o vento cantar em meus ouvidos
Ela andara por entre os labirintos da minha mente
E me dará algo para beber
Eu estarei tão perdida
Dentro de copos de cristal
Que não verei meus olhos se fecharem
Em um canto cheio de rosas vermelhas
Eu ouvirei o vento cantar
Beberei do frio
Eu beijarei a tristeza e
Gritarei dentro do meu proprio peito
Ela vai sussurrar em meus ouvidos a minha condição
E eu estarei gritando
Em labirintos onde nem mesmo eu mesma
Sei como me perdi
Labirintos da minha propria mente
Eu estarei presa
Congelarei
Eu serei parte dele
Estarei de joelhos
Beijando a loucura


por L i a t

(ou se você preferir...)

sexta-feira, julho 07, 2006

Ele anda cansado,cansado por permanecer criando laços.
Ele acorda em meio a reflexos dos mais puros,
e insiste em pensar estar ali a solução.

Sempre os laços a pertuba lo,mas nunca os envolvem,
proporciona o irrealizavél,mas nunca em seu favor.

Ri,e muito,de certas ocasiões onde se pode ver claramente
o desespero alheio e consequentemente todas as medidas tomadas.
Anda entediado e com raiva,
volta a pensar como um estudante do ensino fundamental,

e em casos extremos,como um de pré-escola.
Nem um pouco satisfeito com seu mais do mesmo perante estranhos,
e também não tão estranhos assim,cogita responder como sempre acreditou.

Observa,planos longos,se ausenta,não o encontram por mera opção.
Paranóico novamente,volta a ter mãos impacientes.
Sinceramente não compreende a razão de tudo o que lhe rodeia,
o que ele mesmo provocara,
por vontade,
ou não.


Confissões,ou seja como você as chama,frutos de uma longa conversa com ele.

Ódio,inconformismo e pré comas.

Culpa mais que clara do desnecessário,pedante e sempre constante sujeito.

Por Chaveiro

quinta-feira, julho 06, 2006

Ele passou por vendas e negociações sem grandes baixas,aproveita seu caracol ao máximo,não possue orgulhos característicos,tão pouco sementes perdidas ou mesmo pseudos.Ele ainda pensa se teria sido vantagem jaquetas ao ar e horas gastas de maneira ambulante.Ele não assume sua indecisão,talvez por não considera la,digo,ele não acredita ser indecisão.Assume sim o medo,o medo que não enxergam.Visto ou não,sabe que por indecisão ainda existe e teme uma possivél melhora repentina no seu poder em tomar decisões instantâneas.

Por Chaveiro

quarta-feira, julho 05, 2006

. Ele tem pensando em juntar todas as suas definições dadas
por terceiros e coletatadas por primeiros em um só vasilhame.


Somente ainda não decidiu se pretende misturar
tudo e levar ao forno,
ou simplesmente ao freezer.

Por
Chaveiro

segunda-feira, julho 03, 2006

Ultimamente eu tenho pensado muito em sair de casa. Precisado, acho que é a palavra mais adequada. Cheguei na idade que se não for embora, mato ou me mato (dramática, eu?).
A primeira coisa que terei é uma máquina de lavar roupa. Deixo de comer, mas não esfrego roupa na mão. Não quero nada demais, uma casinha bem pequena, mas minha, onde até os talheres eu que terei comprado. Com o tempo, ela irá se formando. Fogão, geladeira, sofá.
Quero chegar do trabalho, ligar o som baixinho, fazer um chá e me jogar num pufe. Quero que alguém me ligue perguntando se pode passar em casa depois da aula, que compre pizza para comermos enquanto reclamamos de como a vida é entediante, que enrola até não ter mais ônibus para ter uma desculpa para dormir comigo, mesmo sabendo que desculpas são as coisas menos necessárias para se fazer algo que se está com vontade.
Quero andar pela casa de blusa de esquimó e sapatilhas nos dias frios. Farei faxina apenas de madrugada, como uma verdadeira noctívaga. Quero que meus amigos venham na minha casa para brincar na cozinha. Cada dia um mostrará seus dotes culinários, com direito a rejeição e ligações urgentes ao disque pizza.
Para isso, é claro, não fico apenas fazendo planos. Apesar de tudo e todos estarem me criticando, estou novamente trabalhando e perdi as férias (da última vez trabalhei também no fim do ano, para que no fim de janeiro acabar pedindo demissão). Preciso tanto de liberdade que ou tomava uma decisão ou, mais uma vez, engavetaria meus projetos por tempo indeterminado.

sábado, julho 01, 2006

"Ou a mulher é fria ou morde.
Sem dentada não há amor possível."

Nelson Rodrigues

segunda-feira, junho 26, 2006

Molokoart em Tapes
A garota que foi abandonada embaixo de um árvore e encontrada coberta de formigas;a mulher que sofreu uma tentativa de execução em um farol qualquer ( por um homem vestido de papai noel); a mãe que queima(va) seu filhos com colheres quentes...e assim prossegue.Milhares de exemplos como estes poderiam ilustrar a tal aura da violência na mídia,seja ela o veiculo que for.
Discutir o valor ético de um determinado orgão de mídia,viria a ser e é apenas mais uma discussão em vão.Na natureza humana existem poucas características realmente exclusivas que nos distinguem dos demais seres chamados de irracionais.Dentre elas há a violência e a arte.Ambas caracteristicas podem ser vistas como uma,algo como uma junção.
Nada mais humano do que humanizar um meio criado e destinado ao ser humano.Seja ela feita através de uma cena na qual um macaco descobre a\uma ferramenta,ou mesmo outra,onde cangaceiros executam uma velha.
A arte da violência permanece em conceitos tão distintos (porém próximos),como a estética e a cosmética da violência.Apenas porque o cotidiano é retratado diariamentena T.v em imagens no formato digital\beta,é tida como um absurdo inviável,anti ético,imoral e sujo,mas caso as mesmas imagens fossem registradas em película....XABLIN!,se obtem arte,pura e simples,incotestável,discutível apenas do ponto "valor autoral artístico".
Sejamos então verdadeiros animais humanos e nos expressemos como manda a ocasião,seja ela em digital ou não.

sábado, junho 24, 2006

Sempre gostei de água, desde criança.

"Se existe essa coisa de reencarnação , eu devo ter sido uma pata." (Plágio novamente, de outra pessoa, mas ainda um plágio).

Ficava horas no banho brincando. Até minhas mãos ficarem enrugadas. Olhava para elas e me imaginava quando ficasse realmente velha, quando tivesse realmente mãos cheias de veias e manchas.


Para ser sincera, nunca consegui imaginar isso direito, não conseguia ver minhas mãos assim.

Adorava brincar com o sabonete.

Esfregava bem as mãos nele, fechava e depois abria só um pouquinho, o suficiente para eu fazer um bolha de sabão, que estourava e ficava ardendo no meu nariz.

Quando conseguia fazer com que ela voasse era uma alegria só.

Tanto que até saia do chuveiro, só para conservar na minha memória tal extraordinário feito sem que nenhuma outra bolha falsa escondesse seu brilho.

Um dia, desses últimos, fiquei quase uma hora no chuveiro.

Olhei minhas mãos enrugadas.

E fiz uma bolha de sabão.

quinta-feira, junho 22, 2006

Adoro quando as coisas que eu quero caem nas minhas mãos sem eu fazer o mínimo de esforço.
Mas aí então, perde a graça.
Ainda mais quando não se quer tanto assim.
E quando eu fui muito mais sagaz.
Consegui antes de me darem....

segunda-feira, junho 19, 2006


Lá vai ela fugindo. As palavras sempre fogem. E vão para a Casa da Palavra, que é um casarão antigo, com muitos quartos, salas, banheiros. É até divertido por lá. Quase o paraíso. Como o dos isqueiros, guarda-chuvas e entregadores de pizza bonitos (só para constar, isso é um plágio).
Cada classe gramatical tem uma sala. A dos verbos é enorme, com várias estantes, escadas, superlotada de verbos que não se entendem e não se conjugam. Os artigos ficam na dispensa. Os substantivos ficam num quarto grande e confortável, se sentindo os reis do pedaço. Os acentos ficam vagando pela escada. Os adjetivos se acham os melhores, afinal, sem eles para que servem os substantivos? Nomes sem qualificações não são nada. Numerais são simpáticos e prestativos. Os pronomes são arrogantes. "Servimos para situar o substantivo no tempo e no espaço", e habitam a sala de estar. Os advérbios tentam diminuir(ou aumentar) a confusão verbal, por isso dormem no quarto ao lado da sala dos verbos, junto das locuções adverbiais.
Apesar de toda essa divisão na Casa da Palavra, algumas palavras são insubordináveis, passeiam com graça por todas as salas e quartos. Talvez por acharem que seus significados assim o permitem. Outras, pelo mesmo motivo, brincam de esconde-esconde, como sabedoria. A coitada está sempre se escondendo de tudo e todos. Dizem as más línguas que foi por a terem utilizado mal e causado o maior estrago no mundo. A paz tenta estar em todos os lugares, mas não tem um plano de negócios e é mal sucedida. O amor é malandro, sempre aparece na hora e lugar errado e quando você se acostuma, finalmente, com sua presença, vai embora sem se despedir. Há quem o chame de ingrato. A luxúria é uma ruiva metida à besta, que aparece para poucos felizardos e, que um dia, se casou com o amor, porém eles se divorciaram por incompatibilidade de gênios. Obsta é ambígua, pois apesar de parecer complexa é simples em seu significado. Cachorro-quente é o mascote da Casa. Ping-pong pula mais do que bola. Espadaúdo e gracejos são dois velhos que ficam sentados na varanda discutindo política enquanto jogam xadrez.
E assim, nessa confusão alegre, vivem todas as palavras que fogem quando você está no meio de uma frase. E você pode até tentar ir até a Casa da Palavra buscá-la, mas, dependendo de quem você é, pode se sentir tentado a ficar por lá, encantado com esse universo paralelo, cheio de significados ocultos e brincadeiras do português.

sexta-feira, junho 16, 2006

"INFUNDÍBULA CRONO-SINCLÁSTICA – Imagine que seu papai é o homem mais sábio que existe na terra, conhecedor de todas as verdades. Agora imagine outra criança em outro planeta, igualmente bonito, situado a milhões de anos-luz, cujo papai é tão sábio quanto o seu.Ambos são sábios e ambos são donos da verdade.
Não obstante, se os dois se encontrarem terão discussões terríveis, não havendo acordo possível.Você pode dizer que seu papai é quem está com a verdade, mas o Universo é imenso e há espaço suficiente para inúmeras pessoas estarem certas e donas da verdade. A razão pela qual ambos os papais podem estar certos e ainda sim discutirem é que existem diversas maneiras de se estar certo.Entretanto, há lugares no Universo em que cada papai pode captar a verdade dos outros papais; em tais lugares todas as espécies de verdades se unem como as peças do relógio solar de seu papai.Chamamos tais lugares de infundíbula crono-sinclástica. O sistema solar parece ter inúmeras infundíbulas. Temos certeza de que uma delas fica entre Terra e Marte porque um homem e seu cão lá estiveram.
Você pode imaginar como seria bom viajar para uma infundíbula crono-sinclástica e presenciar todas as diferentes maneiras de se estar certo, mas isso é muito perigoso.O pobre homem e o seu cão estão vagando não só através do espaço como também através do tempo.
Crono significa tempo. Sinclástica significa mover-se em curva para o mesmo lado em todas as direções, como a casca de uma laranja. Infundíbula é o que os antigos romanos como Júlio César e Nero chamavam um funil.Se você não sabe o que é um funil, peça à sua mamãe lhe mostrar um."

domingo, junho 11, 2006


Bom, estou entrando numa crise neurótica. Pelo menos eu acho que estou. Minhas variações de humor, já complexas, agora estão caóticas. De um minuto para o outro passo de alegre e saltitante para triste com cara de morte. Aí fico irritada por causa disso, por não me conformar com esses altos e baixos. Já até pensei em procurar novamente um psicólogo, mas e se ele me curar? Ou se eu deixá-lo maluco, será que ele me processaria por perdas e danos? Não gosto de ouvido de aluguel. A idéia de pagar alguém para escutar minhas queixas me revolta.
Por um lado seria ótimo, teria alguém para discutir comigo. Mas e se ele não souber discutir decentemente? Adoro discutir com as pessoas. Para eu me manter ao lado de alguém, amigo ou amante, tem que me despertar o tesão verbal, tanto para falar besteiras e fazer piadinhas infames de madrugada quanto para conversar sobre política e religião. Só é uma pena que essas pessoas são raras, talvez por isso gosto tanto dos poucos que aparecem pela minha frente, pela raridade.
Pela falta dessas pessoas, falo muito sozinha, muito, o tempo todo, principalmente quando estou andando. Discuto comigo o tempo todo, mas isso não tem tanta graça, eu sempre tenho razão, não importa quais argumentos saiam vitoriosos, sou eu que ganho e isso é meio chato, um tanto quanto entediante.

" - Eu nunca me enganei. Mentira. Me enganei uma vez. Achei que tinha me enganado...."

É, acho que estou um pouco neurótica....

sexta-feira, junho 09, 2006


Sem idéia...
Então digo:
Durmo pensando
Acordo dormindo
Dormindo penso
Pensando durmo

Ainda mais sem idéia...
Repito:

Durmo pensando
Acordo dormindo
Dormindo penso
Pensando durmo

Talvez,agora,quem sabe...
Esbravejo:
Durmo pensando
Acordo dormindo
Dormindo penso
Pensando durmo
Um pouco cansado,mas ainda assim tentando...
Balbucio:
Durmo pensando,Acordo dormindo,Dormindo penso,Pensando durmo
.
.
.
.
.
Em vão !?!

terça-feira, junho 06, 2006

Se um dia eu tiver um filho,ele ouvirá Syd Barret apartir do útero.

sexta-feira, junho 02, 2006


Eu tenho um sonho,um mesmo sonho,que sempre se repete,mudando apenas os personagens,desde criança,ele nunca se vai,dormindo ou não,o mesmo sonho,na verdade ele não repete, continua,progride ao nada.Branco...tudo que me rodeia nele é branco,sensação de infinito,de insignificância,mas como já disse,não estou sozinho,há muitos,todos em busca de uma saida,em busca de uma porta.Um a um eu os levo a uma determinada porta,mostro lhes como sair,um a um.Ninguém sai por qualquer porta,para cada um,há uma especifica.Aos poucos,todo o grupo antes ali presente desaparece,um a um pelas suas respectivas portas que eu havia mostrado,até que surge outras pessoas,e uma a uma,encaminho os a suas portas,suas saidas,todos se vão,branco,e mais branco,infinito insignificante,e assim repete se,e repete,caminha para mais grupos,mais portas,mais branco,mas nunca à minha porta.Sempre me perguntei porque raios nunca encontro a minha maldita porta,encontro a de todo e qualquer ser ali,mostro lhe,mas nunca a minha.De uns tempos pra cá tenho tido esse sonho com maior frequência,e curiosamente alguns fatos e frases não sonhados acabam me remetendo a ele,ainda assim não encontro a porta,a minha porta,justamente por isso cheguei a conclusão de não mais a procurar,sim,desisti de tal porta já pronta.Continuarei mostrando as portas aos demais se necessário,mas meu foco será a construção de uma aos meus moldes.Talvez demore,esse tipo de coisa não é nada simples,mas não a construirei sem auxilio,nem mesmo sairei sozinho.