sexta-feira, julho 20, 2007


O sexo é algo banal(izado). Ontem ao ligar a Tv, antes mesmo da imagem surgir na tela, já podia ouvir o grande Galvão Bueno gritar “Enfia o Braço”, "Enfia o braço nelas", “Agora sim é a hora de enfiar o braço” e coisas semelhantes. Pois é, Fist Fucking sendo incitado/divulgado até mesmo nas tardes da Tv aberta...


Nota (muito importante, do contrario não seria nota):
O “FF” de Fist Fucking sempre me faz lembrar do “FF” de Foo Fighters. O Sr (Dave) Grohl diz que o seu “FF” vem de um termo que os aviadores, durante a segunda guerra, utilizavam para designar “fenômenos aéreos misteriosos”. Particularmente, essa coisa de ovnis nunca me convenceu.

quinta-feira, julho 19, 2007

Acordar por volta das seis da manhã, definitivamente não é nada agradável. Se ao menos fosse um acordar programado, uma intimação para algo exterior como um trabalho (coisa comum ao seres), não haveria do que reclamar, não muito. Seria pelo menos algo remunerado (!). Porém despertar as seis, no mais puro ócio corrosivo e tão pouco criativo (ultimamente), é uma tortura. O dia passa a render muito mais, você passa a ver noticiários, analisar o método de persuasão dos programas considerados femininos e também daqueles chamados “infantis” para crianças. Isso até que pode ser útil para um radialista em formação, mas como não acredito na classe comunicativa de comunicação nacional, de nada me adianta. Tudo acaba mesmo em desencontros completamente desnecessários e não desejados. Você quer falar com alguém, não pode, é muito cedo. Alguém quer falar com você, não consegue, esta dormindo. E assim por diante. Por atos não concluídos, maior o anseio, maior a necessidade pelo próximo tão pouco imediato. E ainda assim quando digo que a insônia me faz bem, não acreditam.

terça-feira, julho 17, 2007


Revista
Época, Edição n°477


O povo tá levando essa coisa de Panamericano muito a sério.
Quanto mais por "dentro", melhor...

sábado, julho 14, 2007


Nessa semana uma das minhas esperas terminou. Pra bem ou mal, assisti “Cão Sem Dono”, quinto e mais recente longa do Beto Brant, realizado em co-direção com Renato Ciasca.

Esse é exatamente o tipo de filme que mais odeio, não por achar ruim, de baixa qualidade ou qualquer coisa do gênero, mas por gostar demais, pela proximidade atingida. Antes de ver “Cão Sem Dono”, tinha “Crime Delicado” como meu predileto dos filmes do Brant, agora essa opinião mudou, o que eu já esperava, sem desmerecer nenhum um pouco “Crime Delicado”, somente acreditava em um passo maior.

Após realizar “O Invasor”, publico e critica esperavam uma certa continuação no trabalho de Beto Brant, pra não dizer mais do mesmo, porém a peça seguinte foi justamente “Crime Delicado”, e com ele veio a ruptura, uma não moral da estória, um não começo/meio/fim, em uma não clara forma e tão pouco em néon vermelho para cegos. O que facilmente não agrada o (grande?) publico.Uns dizem que essa virada é um amadurecimento, outros que é uma tentativa de realizar um cinema jovem (!)...

Cão Sem Dono não é filme-favela nem mesmo telefilme/jornal. Nele há o subjetivo tão repudiado, a proximidade desconfortável, o vazio que preenche, e a semelhança que destrói. Não há reconciliação familiar, não há volta desejada (fica apenas na projetada), e até mesmo o cão deixa de ser (e não existir), absorvido pelo torpor diário.

sábado, julho 07, 2007

Tudo ainda lá, algumas novas, nada parece ser tão grande como antes, oito anos apenas. Não leva muito, você cai, lembra de promessas, socos e frases. Beijo morto. O frio permanece idêntico, assim como boa parte das cabeças. Sem diferença alguma, todos foram mortos, caminhando por aqui, ali também, onde esteja. Não há livro ou capuz, mas a forma de sentar ainda é a mesma, a parede se foi, mas a forma como senta ainda é a mesma. O grito é mudo e as faces sem corpo. Mudo.

terça-feira, julho 03, 2007

segunda-feira, julho 02, 2007

quarta-feira, junho 27, 2007

O Corvo



(...)



"Profeta", disse eu, "profeta - ou demônio ou ave preta!
Pelo Deus ante quem ambos somos fracos e mortais.
Dize a esta alma entristecida se no Éden de outra vida
Verá essa hoje perdida entre hostes celestiais,E
Essa cujo nome sabem as hostes celestiais!"
Disse o corvo, "Nunca mais".





"Que esse grito nos aparte, ave ou diabo!", eu disse. "Parte!
Torna á noite e à tempestade! Torna às trevas infernais!
Não deixes pena que ateste a mentira que disseste!
Minha solidão me reste! Tira-te de meus umbrais!
Tira o vulto de meu peito e a sombra de meus umbrais!"
Disse o corvo, "Nunca mais".




E o corvo, na noite infinda, está ainda, está ainda
No alvo busto de Atena que há por sobre os meus umbrais.
Seu olhar tem a medonha cor de um demônio que sonha,
E a luz lança-lhe a tristonha sombra no chão há mais e mais,

Libertar-se-á... nunca mais!


(...)



Edgar Allan Poe
(Tradução e rima por Fernando Pessoa)





Imagens: "Vincent", 1982
dir.: Tim Burton.



sexta-feira, junho 22, 2007




Meses atrás vi este adesivo na luminária de um ônibus, foi quando tirei a foto. Na época eu não entendi. Ontem, quando voltava pra casa, vi outra vez, continuo sem entender. Poderia talves ser algum tipo de brincadeira, mas se fosse, creio que a empresa retiraria rapidamente, não sei. Quer dizer, sei, que não sei.


quarta-feira, junho 20, 2007

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É incrível como algumas coisas extremamente simples como um banho e ler deitada num colchão em uma tarde qualquer, possuem o poder de me deixar muito feliz e bem humorada.
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terça-feira, junho 19, 2007

E ela, ao menos uma vez, foi a princesa presa na torre pela Rainha Má.
Porém, infelizmente, ela não acredita mais no Príncipe Encantado!

domingo, junho 17, 2007

Andrew Bird - Armchair Apocripha (2007)







Nesse disco encontraram semelhanças com Jeff Buckley.
Que mais eu poderia dizer?


sexta-feira, junho 15, 2007


Poucos são aqueles que podem dizer que conhecem alguém, não simplesmente conhecer, mas por inteiro, como suas estruturas, fases, defeitos, etc. Uns até dizem, mas é a mais pura balela. Você pode passar dois anos com uma pessoa, e ainda assim ela pode acabar por não te conhecer, não por inteiro, mas conhecendo apenas uma parcela. Não que isso seja falsidade, é apenas uma questão de divisão, células, e o todo, não é nem um pouco simples de se ver, conhecer, e /ou destrinchar. Assim como você pode conhecer uma pessoa, e em quatro meses ela pode possuir poder suficiente para te derrubar com um sopro. São relações destrutivas, para ambos, não que seja uma regra inquebrável, mas o poder costuma ser mútuo. (Voltando brevemente para uma pequena exemplificação/contextualização..) Desde criança desmontava qualquer tipo de coisa, e logo em seguida a remontava, parecia que com esse processo a peça tomava um valor maior. Nem tudo é simples como um robô que anda e atira mísseis enquanto há uma tela-radar em sua barriga, porém, certos valores/teorias permanecem, mesmo depois de duas décadas de existência.

quinta-feira, junho 14, 2007

“Mire na Lua, caso você erre, acertará as estrelas”, esse é o tipo de coisa super fofa que pessoas muito otimistas adoram dizer. É como se a pessoa fosse o objeto a ser atirado, como se pra cada tentativa mal sucedida, surgisse uma outra oportunidade tão boa quanto a anterior. Superficialmente, isso tudo é muito lindinho, animador e principalmente confortável. Porém, basta pensar o mínimo possível nesta frase e perceber que isso não é nem um pouco interessante. As estrelas, pra quem não sabe (!), ficam no espaço, e no espaço apenas existe o vácuo, consequentemente, sem propagação de som. Ou seja, uma pessoa nas estrelas acabaria explodindo, sem nem mesmo poder ser ouvida. Otimismo não deveria ser sinônimo de cegueira, mas na maior parte da vezes, acaba sendo.

domingo, junho 10, 2007


"Tenha cuidado com a tristeza. É um vício."
Gustave Flaubert

(Breve momento otimista exemplificado por uma frase não minha)


sábado, junho 09, 2007

- Você é gay?
- Não...
- Bi?
- Também não...
- Como assim, você é Ht?
- Sim...
- Você tá falando sério?
- Ahan...
- Não pode ser..
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Isso é mais ou menos o que acontece quando me atrevo a ir na parada gay de São Paulo. Claro que isso não acontece apenas uma vez, nem duas, são várias. Os seres que me abordam mudam, os diálogos se alteram, mas a síntese permanece a mesma. Não que seja de total chatice, na maioria das vezes é divertido ver as reações alheias, principalmente das mulheres que duvidam mais do que os própios caras, esses, acabam mesmo na mais pura frustração. Segundo uma professora, possuo uma “androgenia diferente”, não tenho idéia do ela quis dizer com esse “diferente”, porém, o androgenia não vem de hoje, nem reclamo...


quarta-feira, junho 06, 2007



Andrew Bird & The Mysterious Production of Eggs (2005)


sábado, junho 02, 2007

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E nossa teoria foi confirmada:
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Nós somos meras putas, a diferença é que elas merecem o crédito por serem pioneiras.
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quarta-feira, maio 30, 2007


Mariana Aydar - Kavita 1 (2006)



Dona de uma voz doce que nunca sai do tom, ela chamou minha atenção em uma noite em que assistia à tv. Passava um clipe bacana, uma música com um leve tom malicioso, uma bela morena sabendo interpretar na voz e no corpo essa delicada malícia e sim, meias a lá Amanda Palmer, daquelas listradas que eu acho genial.


Tempos depois, fui procurar o disco e mais sobre essa garota que me encantou. O disco é ótimo, uma mistura do novo com o clássico, de Rodrigo Amarante com Leci Brandão (que aliás participa do disco na música 'Zé do Caroço', de sua autoria).


Aclamada como 'a nova voz da MPB' e sempre vindo em primeiro lugar de quem ela é filha, prefiro a alcunha de 'uma mulher que tem domínio da sua voz e de seu talento'.


(E só para matar a curiosidade, 'Kavita' é poeta em sânscrito)

domingo, maio 27, 2007


- Isso até parece ‘déjà vu’.
- Isso o quê?
- Ela.
- Ela quem?
- Ela quase me atropelando.
- Você a conhece?
- Sim.
- De onde?
- Daqui.
- Ela trabalha por aqui?
- Sim.
- Nas lojas?
- Sim.
- E ela já quase te atropelou antes?
- Sim.
- Qual o nome dela?
- (...)
- Vai, fala direito.
- Por que?
- Por que fiquei curiosa.
- (...)
- Vocês já tiveram algo?
- Pode-se dizer que sim.
- Quando?
- Antes.
- Antes do quê?
- Antes de tudo.
- Antes de mim?
- Não só de você.
- Tá, entendi.
- (...)
- Paixão fulminante?
- Por que diz isso?
- Pela sua expressão.
- Sim.
- Me fala.
- Não tem por quê.
- Tem sim.
- (...)
- Ela foi a primeira mulher com quem transou?
- Sim.
- Quantos anos?
- Ela tem?
- Não, você tinha.
- Foi antes.
- Você já disse.
- (...)
- O que você quer saber?
- Como se conheceram?
- Eu estava aqui um dia, carregava algo de vidro, não me lembro exatamente o quê, ela passou rápido com o carro, quase me atropelou, ao desviar deixei o objeto cair.
- E?
- Ela desceu, pediu desculpa, disse que estava com pressa, me deu um cartão para eu ligar para pagar o prejuízo com o objeto. Depois de um tempo eu liguei.
- (...)
- E o que mais?
- Mais nada. Passado pouco tempo eu ou ela, não sei ao certo, acabou que nos afastamos, nunca mais nos falamos.
- Por que?
- Por que o quê?
- O que aconteceu para nunca mais se falarem?
- (...)
- Você me contou só duas partes da história, das suas trilogias.
- O que mais você quer que eu fale?
- O meio da história, o que aconteceu, como aconteceu, como ela era, o que te fez ficar com ela e não com outra. Você tem dessas coisas.
- (...)
- Ela ainda mexe contigo!