quinta-feira, abril 03, 2008

Coisas que se aprende trabalhando.

segunda-feira, março 10, 2008


Abertura dos Cursos de História, Geografia e Ciências Sociais
da Escola Livre de Cultura e Ciência
Fundação Santo André

quarta-feira, março 05, 2008

Venha para Fundação Santo André. Ela é pública. Ela é sua!
Alunos e professores da Fundação Santo André anunciam a abertura dos primeiros anos de Ciências Sociais, História e Geografia.
Em luta pela sobrevivência da FAFIL – Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras, responsável pelo oferecimento de cursos que conjugam a licenciatura ao bacharelado – estudantes e professores decidiram garantir a abertura dos primeiros anos dos cursos de Ciências Sociais, História e Geografia.
Os alunos que já haviam se matriculado nestes cursos e foram impedidos de os freqüentar, bem como todos aqueles que desejarem ingressar neles, estão convidados a efetuar sua inscrição, gratuita, de 03 a 07 de março, no Diretório Acadêmico da FAFIL. As aulas terão início dia 10 de março, e serão oferecidas gratuitamente e em caráter precário até a normalização das turmas.
A iniciativa visa a garantir a continuidade desses cursos, duramente golpeados há anos e agora ameaçados de extinção. Como vem sendo amplamente difundido pela imprensa, as atitudes da atual reitoria do Centro Universitário Fundação Santo André vêm resultando no sucateamento da instituição, em especial da FAFIL, responsável pela formação de professores e pesquisadores em ciências humanas. Tal gestão ruinosa contraria o caráter público e a finalidade que norteou sua instalação como entidade educacional voltada para alunos trabalhadores.
É de fundamental importância barrar as arbitrariedades da atual reitoria e resgatar essa entidade que há décadas vem oferecendo aos trabalhadores da região o acesso à educação de alta qualidade.
Incrições de 03 à 07 de março.
das 10h às 21h.
Local: Diretório Acadêmico Honestino Guimarães - FAFIL - Centro Universitáio Fundação Santo André (Av. Príncipe de Gales, 821 - Vila Príncipe de Gales - Santo André).

sexta-feira, fevereiro 29, 2008

quinta-feira, fevereiro 28, 2008

quarta-feira, fevereiro 27, 2008

terça-feira, fevereiro 26, 2008

segunda-feira, fevereiro 25, 2008

Uma cerveja (não minha), três cocas (liquidas e não minhas), um X-Bacon e uma caipirinha. A constatação de que o mundo parece pequeno demais as vezes, que as tendências permanecem e que esse é o ano oficial do balanço de toda uma vida estudantil (leia-se, estou velho).

quinta-feira, fevereiro 14, 2008

Só Tinha de Ser com Você

(Elis Regina e Tom Jobim)


É,
Só eu sei
Quanto amor
Eu guardei
Sem saber
Que era só
Pra você.

É, só tinha de ser com você,
Havia de ser pra você,
Senão era mais uma dor,
Senão não seria o amor,
Aquele que a gente não vê,
O amor que chegou para dar
O que ninguém deu pra você.
O amor que chegou para dar
O que ninguém deu pra você.

É, você que é feito de azul,
Me deixa morar nesse azul,
Me deixa encontrar minha paz,
Você que é bonito demais,
Se ao menos pudesse saber
Que eu sempre fui só de você,
Você sempre foi só de mim.

É, você que é feito de azul,
Me deixa morar nesse azul,
Me deixa encontrar minha paz,
Você que é bonito demais,
Se ao menos pudesse saber
Que eu sempre fui só de você,
Você sempre foi só de mim.
Eu sempre fui só de você,
Você sempre foi só de mim.
Eu sempre fui só de você,
Você sempre foi só de mim.
Eu sempre fui só de você,
Você sempre foi só de mim

terça-feira, fevereiro 12, 2008

Ego

No dia 21 de junho à meia-noite bem próximo do zênite (um pouco a oeste) há um grupo de estrelas que lembram um enorme sinal de interrogação ou gancho no céu. Esta é a constelação de Escorpião. Antares (Alfa Scorpi) é a estrela mais brilhante da constelação. Seguindo a cauda enrodilhada para o sudeste até o fim encontramos duas estrelas formando o ferrão do aracnídeo, a mais brilhante chama-se Shaula (Lambda Scorpi).

sábado, fevereiro 09, 2008

Se todos podem ser Luther Blissett, todos podem também fazer qualquer coisa. E o que Blissett quer promover é a sabotagem cultural e a guerrilha tecnológica contra a cultura dominante, revelar os mecanismos da indústria cultural, cobrir de ridículo as instituições.

sábado, fevereiro 02, 2008

No fundo, ela só queria que alguém a abraçasse e dissesse que a amava. Que gritasse aos quatro ventos que não podia viver sem ela. Não que esperasse exatamente um grito, mas que entendesse que os quatro ventos podia ser somente seu ouvido. Queria que protestasse e dissesse que era tudo mentira. Que aquilo que ela falava era falso. Queria ouvir a versão alheia. Que lhe falasse que no fim tudo ia ficar bem, mesmo sabendo que isso é mentira. Queria que alguém a confortasse, sussurrasse carinhos, a tocasse gentilmente, a protegesse quando a sabe fraca. Mesmo que à distância. Queria, por um mísero instante, ser a única coisa importante no mundo. Queria ter motivos para sentir isso.

- Mente. Diz que me ama.

sexta-feira, fevereiro 01, 2008

quinta-feira, janeiro 31, 2008


O Martírio de Joana D'arc
(La Passion de Jeanne D'arc)
de Carl Theodor Dreyer
1928

terça-feira, janeiro 29, 2008

Quando eu era criança, quando minha mãe me levava na Paulista ficava olhando aqueles prédios, aquelas pessoas indo almoçar apressadas, me sentia pequena, um nada no meio de todo o tumulto. Quando entendi o que era a Paulista, decidi que queria trabalhar em tal localidade. Mais exatamente em uma certa livraria, num certo conjunto. Um dia, pelo e-mail do Cacs (Centro Acadêmico de Ciências Sociais), veio uma proposta, não para esta tal livraria, outro lugar, falando pra quem quisesse que mandasse currículo. Eu mandei, não tinha nada a perder. Fiz entrevista como quem não quer nada, me disseram que avisariam tanto se eu fosse chamada como não. O tempo passou, quase duas semanas, não acreditava mais. Até passei na frente do prédio em que fiz a entrevista e falei que eu poderia estar trabalhando ali, me disseram para eu não me apressar que eu tinha entrado, duvidei. Alguns dias depois me ligaram. E aqui estou eu. Olhando a Paulista do sexto andar, chove bastante, fui almoçar correndo e voltei, prometi que ia trabalhar durante o almoço, mas está chovendo na Paulista e não me dá vontade de correr.

segunda-feira, janeiro 28, 2008

No fundo, no fundo, meus fantasmas se divertem.

sexta-feira, janeiro 18, 2008

terça-feira, janeiro 08, 2008

Meu desejo é decepar aquelas mãos. De engraçado isso nada tem, mas o que vale é a satisfação / punição mesmo que tardia. Deceparia aquelas mãos com um golpe cada. O sangue, agora, como aliado trabalharia.

jorrar
v. int.,
sair em jorro, com ímpeto;
formar bojo ou jorramento;
besuntar com jorra;

v. tr.,
fazer sair com ímpeto.

Tal verbo, conseqüência primorosa do até então imaginário ato, me atrai tanto como uma memória perdida. Imagem recorrente / fissura sem proporções ou cor definidas. No entanto, o futuro uso das mãos ainda é uma dúvida. Decepar aquelas mãos é uma meta que ultrapassa qualquer raciocíonio.

segunda-feira, janeiro 07, 2008

"Prá onde vão os trens, meu pai?
Para Mahal Tami, Cam rí, espaços no mapa, e depois o pai ria:
Também prá lugar algum meu filho, tu podes ir
e ainda que se mova o trem tu não te moves de ti. "

(Tu não te moves de ti - Hilda Hilst)

sábado, janeiro 05, 2008

Assim como quem não quer demonstrar interesse algum, pergunta o que ele anda fazendo da vida. De modo seco e tão banal quanto à pergunta responde que não seria nada do que ela não faria, justamente o que mais poderia temer. Não marcaram nada, troca de sentenças apenas, nada de muito inspirador ou que valesse como apaziguador de ânimos, pelo contrario. Prosseguiram por cerca de sete longos minutos, o que antes poderia ser um telefonema de um mero oi, agora parecia um confinamento em uma sala branca de alto teto. Não que agissem como estranhos, não mesmo, a impressão era oposta, um campo minado transparente e lúcido. Não havia como evitar, mesmo com sua maquina de vida por desenhos ortográficos tão próxima de si. Sem grandes progressos, somente surpresas nem tão agradáveis para um dos lados da linha, os sete dilatados minutos chegavam ao fim com uma desculpa qualquer da antes ansiosa e agora nada otimista pessoa. Também surpreso pelo que tinha acabado de acontecer, jamais poderia ter imaginado tal rumo em suas folhas amarelas, e agora sem sono, opta por passar a manhã observando o ser vivo mais próximo que consegue enxergar sem precisar se levantar, seu peixe Único.