Deprimente é:
domingo, maio 11, 2008
segunda-feira, maio 05, 2008
Era uma vez um ser pouco agraciado em termos de cabelo, intelecto, bom senso e tantas outras características que podem ser tidas como de bom grado, sejam elas físicas ou não físicas. Difícil seria alguma característica, boa ou nem tanto, conseguir se sobrepor àquela protuberância abdominal e sua irrefutável calvice. Sua existência e convívio com terceiros eram um grande mistério para a sociedade, talvez por culpa dos genes, do meio, ou um conjunto de fatores que desafia a lógica humana (se é que essa existe). Tendo em vista que quase nunca corpo e mente possuem a mesma idade, este ser de que falo com pouca ou nenhuma graça, foi intimado a realizar alguns exames médicos após algumas severas suspeitas que poderiam colocar sua existência
quinta-feira, maio 01, 2008
Pamela tinha dez anos quando descobriu o quão estúpida ela poderia ser em um único dia. Não que fosse estúpida todo o tempo, pelo contrário, ela sempre foi do tipo que os adultos adoram chamar de “avançada para a idade”. Mas eu, enquanto autor, não me sinto no direito de revelar a razão pela qual Pamela descobriu o quanto estúpida ela poderia ser em único dia. Não que uma revelação como esta possa alterar minha relação com ela, mas como é de conhecimento geral, personagens são tão temperamentais quanto os seus autores. Ou seja, por precaução (leia-se pavor literariamente camuflado) é recomendável profundo e total respeito por e com eles.
quarta-feira, abril 30, 2008
Sei que é difícil de entender, mas será mesmo impossível não conseguir deixar de se envolver ao mesmo tempo saber que isso pode ser um caminho sem volta? Não conseguir ficar calada e ao mesmo tempo saber que deveria?
Será mesmo impossível tomar a frente de algumas coisas por isso se tornar necessário, porém relutar ao fazer isso?
terça-feira, abril 29, 2008
sábado, abril 26, 2008
“A solidão é uma coisa boa,
mas precisamos de alguém para nos dizer isso.”
Honoré de Balzac
Carlos Drummond de Andrade
Tal busca, desesperada ou nem tanto, não me deprime. Frustrante é a representação pela representação, o fingir como ideal ou muralha. Ou ainda, o sepultamente do ser como único, em troca do nascimento de um duplo.
sexta-feira, abril 25, 2008
quinta-feira, abril 24, 2008
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quarta-feira, abril 23, 2008
terça-feira, abril 22, 2008
Como se lembrar do que jamais teve e fingir surpresa. O que me falta é a surpresa de amanhã chegando sem avisar. O que me falta é o que jamais conheci pessoalmente. Lembrar da surpresa como se a falta balbuciasse tristeza. Insípido. O que me falta é lembrar de esquecer. Lembrar e fingir respectivamente pela surpresa, como se recordasse do que jamais tive. Pessoalmente a falta me surpreende. O que me falta é pessoal. Na verdade nada me falta, me falta somente uma verdade como surpresa.
segunda-feira, abril 21, 2008
quarta-feira, abril 16, 2008
Sempre carrego em minha mochila uma garrafa com água, dessas de meio litro. Assim como sempre há alguma espécie de papel, seja folhas, cadernos, ou pequenos blocos para eventuais anotações sem prévio aviso. Também é muito comum encontrar algo comestível, como biscoitos recheados (de chocolate) e jujubas. Há um bolso destinado apenas para o lixo acumulado/produzido durante o dia, semana, ou mesmo mês (!). Não carrego guarda-chuva, mas carrego blusas, jaquetas, ou camisas de manga longa, isso porque eu tenho mania por me sentir coberto, ou isolado de alguma forma, seja como for. No entanto, as vezes (muitas vezes), o que eu desejava carregar na minha mochila seria algo como um taco de baseball, ou um machado, uma pistola automática, não sei ao certo. O que mais me atrai é a primeira opção. Avaliando, são peças fundamentais em tempos de celulares/plataformas multimídias na mão de qualquer que seja o ser, em qualquer que seja o ambiente. Isso levando em consideração apenas conseqüências provocadas por meios e deixando de lado a ignorância latente sempre
sábado, abril 12, 2008
sexta-feira, abril 11, 2008
segunda-feira, abril 07, 2008
A palavra tem cheiro?. Creio na forma. Talvez isso não passe de uma maneira estúpida e sem qualquer lógica para dar inicio à um texto quando não se possui um texto. Se bem que essa de possuir algo antes mesmo de seu nascimento/criação é sempre estranho (por falta de melhor definição). Como obter aquilo que sequer possui idéia do que possa vir a ser? (...) Prever seu estado daqui um ano, ou três? Pouco mudar, ou mesmo nada (acrescentar) é estagnar? Transforma-se por completo é revelar-se ou mera mutação? Ou uma forma de absorção? Minha parede não brilha, nem reflete. Outro ponto corriqueiro nos últimos tempos, pessoalmente (e academicamente) falando, reflete? Deveria, ao menos. O duplo, as representações, as barreiras do atraente pelo real, o vicio não perceptível. E a palavra tem cheiro? Ainda não sei. Creio na forma, porque ela se desconstrói na mesma velocidade que se cria ou até mais rápido. Veredicto irrefutável. Eis uma bela palavra, irrefutável. Parece transpirar credibilidade. Inveja é pouco, mas minha alergia não permite, ou bloqueia esforços (!). Certa vez me forcei a andar com o intuito de me perder, o êxito nunca me pareceu tão próximo (...). Eu mesmo digo que Nunca se deve dizer Nunca. Fraqueza, fiasco, covardia, nenhum deles. Fiasco me torno exemplificado a cada dia e minuto nessa estúpida insistência. Palavra pode não ter cheiro, mas memória(s) tem. Quem recorda viveu ou esta morto? Não lembro em qual serie foi, era no fundamental (antigo primeiro grau), eu, na aula de português defendi o uso dos sinais de pontuação invertidos, assim como em espanhol, aquela cara de espanto segurando o livro jamais me deixou, e tantas outras também. (¿). Acompanhadas ou não. Um souvenir de nada, uma mostra em vão, a prova como existência forçada e calculada. Lembre-se de esquecer. O medo de andar é pela não compatibilidade de perfil/ato, ou seu oposto? Talvez uma aptidão nata não reconhecida. Assim como a antiarte nada mais prova/exalta que a própria arte, a não existência somente tornaria a existência existente. E eu te pergunto se fui condenado, mais uma ou duas questões não alteram em nada tudo isso, fui? Meus olhos pobres agradecem pela devida atenção.


