Me falta uma boa dose de citações primorosas na ponta da língua pra ser considerado algo. Quem sabe se eu decorar algumas achadas na rede, ou até mesmo comprar um desses livros com dezenas delas. E assim, no meio de uma conversa qualquer com conhecidos ou não (de preferência), pôr em desfile minha incrível capacidade decoristica, camufladamente cult. Ser, ou melhor, me tornar digno de um “Você é Foda”, mesmo que indireto ou sem palavras pronunciadas. Frases, nomes, versos, anos, tudo cuidadosamente direcionado e selecionado. Para cada qual, uma tal, como flechas precisas para o abate.
domingo, julho 13, 2008
sábado, julho 12, 2008
Somam se anos em que ouço sempre as mesmas baboseiras quando o assunto é vídeo-game, má influencia, sedentarismo, burrismo agudo e afins. O que não deixa de ser engraçado, pois o papo em voga hoje é o tal mundo convergente, tudo em apenas um. Mas esse mesmo tópico chega a ser retrogrado pra quem acompanhou a evolução dos consoles e seus acessórios. Tudo bem que hoje eu não mais posso discorrer com propriedade sobre isso, por uma mera questão de abandono provocada por teor financeiro, mas isso não me tira o direito resguardado. E convenhamos que, entre a simulação gerada por polígonos e pixels de um assassinato ou qualquer outro ato ilícito ou repudiado socialmente, armado de um controle em mãos, e sua execução fisicamente plausível, fico com a primeira opção. Mesmo que a simulação esteja presente em ambos os casos.
domingo, junho 29, 2008
segunda-feira, junho 23, 2008
domingo, junho 22, 2008
quinta-feira, junho 19, 2008
quarta-feira, junho 11, 2008
quinta-feira, junho 05, 2008
terça-feira, junho 03, 2008
quarta-feira, maio 21, 2008
Tudo soa tão sem propósito, repetições e mais repetições ao ponto de não mais possuírem um ponto referencial, manifestações nulas por completo que acabam por gerar um meio sustentável apenas pelo sonho mascarado de personalidade crível. Mas se eu mesmo digo que se o tudo não é nada, ele é muito, há uma grande possibilidade de exagero próprio. Desilusão ou não (auto diagnósticos sempre são perigosos), ludibrie-me.
quarta-feira, maio 14, 2008
domingo, maio 11, 2008
Deprimente é:
segunda-feira, maio 05, 2008
Era uma vez um ser pouco agraciado em termos de cabelo, intelecto, bom senso e tantas outras características que podem ser tidas como de bom grado, sejam elas físicas ou não físicas. Difícil seria alguma característica, boa ou nem tanto, conseguir se sobrepor àquela protuberância abdominal e sua irrefutável calvice. Sua existência e convívio com terceiros eram um grande mistério para a sociedade, talvez por culpa dos genes, do meio, ou um conjunto de fatores que desafia a lógica humana (se é que essa existe). Tendo em vista que quase nunca corpo e mente possuem a mesma idade, este ser de que falo com pouca ou nenhuma graça, foi intimado a realizar alguns exames médicos após algumas severas suspeitas que poderiam colocar sua existência
quinta-feira, maio 01, 2008
Pamela tinha dez anos quando descobriu o quão estúpida ela poderia ser em um único dia. Não que fosse estúpida todo o tempo, pelo contrário, ela sempre foi do tipo que os adultos adoram chamar de “avançada para a idade”. Mas eu, enquanto autor, não me sinto no direito de revelar a razão pela qual Pamela descobriu o quanto estúpida ela poderia ser em único dia. Não que uma revelação como esta possa alterar minha relação com ela, mas como é de conhecimento geral, personagens são tão temperamentais quanto os seus autores. Ou seja, por precaução (leia-se pavor literariamente camuflado) é recomendável profundo e total respeito por e com eles.
quarta-feira, abril 30, 2008
Sei que é difícil de entender, mas será mesmo impossível não conseguir deixar de se envolver ao mesmo tempo saber que isso pode ser um caminho sem volta? Não conseguir ficar calada e ao mesmo tempo saber que deveria?
Será mesmo impossível tomar a frente de algumas coisas por isso se tornar necessário, porém relutar ao fazer isso?
terça-feira, abril 29, 2008
sábado, abril 26, 2008
“A solidão é uma coisa boa,
mas precisamos de alguém para nos dizer isso.”
Honoré de Balzac
Carlos Drummond de Andrade
Tal busca, desesperada ou nem tanto, não me deprime. Frustrante é a representação pela representação, o fingir como ideal ou muralha. Ou ainda, o sepultamente do ser como único, em troca do nascimento de um duplo.
sexta-feira, abril 25, 2008
quinta-feira, abril 24, 2008
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