terça-feira, janeiro 29, 2008

Quando eu era criança, quando minha mãe me levava na Paulista ficava olhando aqueles prédios, aquelas pessoas indo almoçar apressadas, me sentia pequena, um nada no meio de todo o tumulto. Quando entendi o que era a Paulista, decidi que queria trabalhar em tal localidade. Mais exatamente em uma certa livraria, num certo conjunto. Um dia, pelo e-mail do Cacs (Centro Acadêmico de Ciências Sociais), veio uma proposta, não para esta tal livraria, outro lugar, falando pra quem quisesse que mandasse currículo. Eu mandei, não tinha nada a perder. Fiz entrevista como quem não quer nada, me disseram que avisariam tanto se eu fosse chamada como não. O tempo passou, quase duas semanas, não acreditava mais. Até passei na frente do prédio em que fiz a entrevista e falei que eu poderia estar trabalhando ali, me disseram para eu não me apressar que eu tinha entrado, duvidei. Alguns dias depois me ligaram. E aqui estou eu. Olhando a Paulista do sexto andar, chove bastante, fui almoçar correndo e voltei, prometi que ia trabalhar durante o almoço, mas está chovendo na Paulista e não me dá vontade de correr.

Um comentário:

Anderson. disse...

A crença sempre é inversa. Assim como disse antes, lhe diria hoje e amanhã.